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quinta-feira, 14 de junho de 2007

Super dica!!!



Se você está "stressado" com o fim do semestre como as autoras desse blog,então esta é uma boa dica pra relaxar, esquecer as provas e confraternizar...
Vale a pena!!!!E nem preciso falar da comida né?
Confira!!!

quinta-feira, 7 de junho de 2007

Quitutes milenares

Quem já teve o prazer de conviver com árabes, ou descendentes, sabe que para eles comer é uma festa, e não há festa sem muita fartura, muita qualidade, muito sabor!!!

Rica em especiarias, grãos, frutas e legumes, é uma cultura milenar que influenciou a gastronomia de outros povos, principalmente na Europa. Hoje, mesmo utilizando ingredientes originários da região, não conhecemos muito bem todos os seus sabores.

Alguns quitutes são famosos, até se incorporaram ao nosso fast food, como Quibe, Esfiha, Beirute...Aliás, nunca entendi porque o pão é Sírio e Beirute é a capital do Líbano? Alguém explica?

Brincadeiras a parte, são desses países, da culinária Sírio-libanesa, que vieram a maioria dos pratos apreciados no Brasil. Os melhores restaurantes são de descendentes desse povo que chegaram aqui fugindo das constantes guerras na região.

Triste realidade, bom para nós que pudemos conhecer um pouco mais, e desfrutar de iguarias como charutos de folha de uva (arroz com carne moída e especiarias, enrolado na folha de uva), Falafel (“bolinhos” basicamente de grão de bico, servidos com salada, e/ou enrolados no pão sírio), Xixi Barac (pasteizinhos recheados de carne em uma “sopa” de coalhada, servido com arroz sírio), Quibe cru (servido com um molho de hortelã e azeite, e cebola a gosto, pra comer com pão sírio), além de grãos raros como o Snoubar (Pinhões característicos do Mediterrâneo), usados em ocasiões festivas nos recheios e decorações de pratos, o Záhtar (um tipo de especiaria), sem contar os antepastos, as saladas, os doces (o de damasco é sensacional) e muito mais. Uma infinidade de pratos e sabores, nem sempre libaneses ou sírios, mas que eles aprenderam com outros povos, como os Egípcios, e acionaram a cultura.

Vale a pena mergulhar um pouco nessa gastronomia, que é tão antiga e acolhedora. Vale a pena apreciar uma cultura onde comer bem é um ritual, faz parte da própria existência.

Para conhecer um pouco mais, em São Paulo temos os restaurantes Folha de Uva e Alamanara, os mais famosos (o preço é meio salgado), além de restaurantes mais simples, porém mais caseiros, encontrados no centro, na região da 25 de março por exemplo. Em Belo Horizonte, temos o Vila Arábia, e o K-Bab, do mesmo dono, sendo este ultimo é mais abrasileirado. Experimente!

Talita Silveira posta todas as quintas-feiras na coluna Gastronomia e essa semana já está em clima de férias, mas faz homenagem pra colônia libanesa de Anápolis-GO.

quinta-feira, 31 de maio de 2007

O mundo dos pães!

Semana Especial do Pão

Quando penso em pão penso em um mestre. Um que marcou minha infância (assistindo Note e Anote, hehe), um que faz parte do meu cotidiano hoje, sendo fundador um dos lugares mais freqüentados por mackenzistas. Um que conseguiu se imortalizar em um símbolo que carrega tanta informação, e que agora remete também a Benjamin Abrahão.

O padeiro tornou-se ícone na cidade, suas padarias também. Um homem simples, que lutou muito para chegar aonde chegou, alugando forno pra vender pão na feira, dormindo em sacos de farinha na padaria. Um mestre em fazer pão, um mestre em simpatia, um mestre em criatividade!

Quem não viu o encanto dessa figura nos programas de TV perdeu, mas quem tem o prazer de desfrutar de seus quitutes, hoje confeccionados sob os comandos de seus filhos e netos, dentre eles Felipe Benjamin Abrahão, que coloca a mão na massa como o avô fazia, pode sentir o gostinho da herança que deixou.

Mesmo com novidades, a padaria ainda segue receitas criadas por seu fundador, o controle de qualidade é rigoroso, assim como fazia Benjamin, os pães tem massas deliciosas e leves, os recheados esbanjam no conteúdo, não são como os de vento que vemos por aí, não se ouve o “opa! Cadê o recheio?”. Vale a pena conferir!

“Todos os dias, na hora do café da manhã, deveríamos pensar nos padeiros e dedicar-lhes uma palavra de ternura, antes de levarmos o pão À boca, antes de umedecê-lo em nossa saliva e incorpora-lo ao nosso sangue.

Os padeiros são gente simples e boa.(...) Os padeiros são, pois, aqueles que dão formas apetitosas e simples as espigas que a terra produz.

As padarias perfumam o mundo (...) Com o vento viaja o alento do pão, o aroma que se desprende da boca do forno, recobra seu original calor da terra.

Nas padarias, como nos dias de verão há Sois grandes e vermelhos, que nos pães acumulam calor para o inverno. Os padeiros vêm de muito longe, humildes, mais firmemente. Vão para o futuro, para uma manhã em que o trigo alcançará para todos os homens, e as semanas cresceram como espigas.”

Carlos Castro Saavedra

Padaria Mundo dos pães -Rua Maranhão, 220,Higienópolis, 3258-1855 www.benjaminabrahao.com.br.

Talita Silveira posta todas as quintas-feiras na coluna Gastronomia

quinta-feira, 24 de maio de 2007

Fome de política? Fome de Brasil

Faz algum tempo que falo sobre o Brasil neste blog (você leitor já deve ter percebido). Como o nome de minha coluna abrange mais que isso, fiz algumas promessas de mudar os ares, falar de outras culturas. Porém, os acontecimentos não permitem, são personalidades, eventos, não tem como fugir.

Hoje recebemos no Mackenzie a Cientista Política Maria Pia Tamburri, Assessora Sênior para Assuntos de Diplomacia Pública e Negócios Públicos do Departamento de Estado Americano para o Hemisfério Ocidental desde Janeiro de 2006. Ela explanou sua opinião sobre alguns assuntos políticos que envolvem as relações do país que representa, e disse que seu papel “é alcançar pessoas diferentes e fazer conexões entre elas”. Falou ainda que “no relacionamento entre dois paises é preciso ouvir as pessoas, sentar, conversar”. E eu lhe pergunto, quer lugar melhor pra conhecer diferenças do que em uma boa mesa, pra conhecer a cultura e ainda sentar e conversar?

Por isso não perdemos a chance (eu e Elena, minha parceira nesse texto), saímos correndo atrás da comitiva que a acompanhava (sem seguranças) para perguntar “VOCÊ TEM FOME DE QUE?”, ou melhor “O que acha da comida Brasileira? Qual sua preferida?”

Empolgada, Maria respondeu que a comida brasileira “Is very, very good”, disse ser apaixonada por churrasco, (elogio que vale ouro vindo de uma pessoa que nasceu na Argentina, e guardadas as rixas,fontes seguras afirmam que a carne de lá é maravilhosa), arroz e feijão, mandioca frita e farofa. E claro, não poderia faltar a campeã de preferência entre os estrangeiros, a caipirinha, lembrada com entusiasmo e seguida da campanha da Elena pela de maracujá. Diz ela (Maria) que vai provar numa próxima oportunidade.

Já sua acompanhante, Diretora de Imprensa, Educação e Cultura do Consulado Americano, Lisa Helling, diz que não se entusiasmou tanto não com a brasileiríssima feijoada, nem com nossa caipirinha... Resolvi perguntar o que ela achava dos brigadeiros, à pergunta, seguiu-se uma expressão de “muito doce”. Em compensação, teceu elogios à variedade de frutas e legumes de que dispomos. Santas terras, santo clima!!!

Pois é, minhas semanas de brasilidade valeram a pena, gostei de ver ela citando alimentos dos quais já falei aqui, são realmente pratos que encantam com simplicidade e sabor. Sabor nosso!

Sua vinda aqui pode ter tido inúmeros motivos políticos, a simpatia pode ser apenas por praxe do cargo que ocupa, além de outras críticas que poderia tecer por discordar de posições na palestra. Mas o legal é que, com motivos bons ou não, ela pôde ver que os macacos não andam soltos pelas ruas e desfrutar de obras primas da nossa gastronomia. Disso não vai esquecer tão cedo!!! Sim temos muito a oferecer, e não é só o Etanol (espero que esse não seja entregue na bandeja, afinal não é comida ).


Obs: O destaque do dia, que não tem a ver com comida, mas tem a ver com cultura, foi que Maria, fazendo jus ao sangue latino que lhe corre as veias, procurou saber de mim e da Elena qual a forma de cumprimentar-se aqui no Brasil. Na primeira despedida – antes que nós duas corrêssemos a seu encontro novamente –, a assessora surpreendeu-nos ao cumprimentar-nos com dois beijinhos no rosto. A Elena pensava que ela, no máximo, daria um aceno de cabeça ou um cordial aperto de mão. Surpresa ainda maior foi quando ela perguntou se em São Paulo era um, dois ou três beijinhos. Muito fofa!!! Agradecemos a entrevista, com tchau e só um beijinho, como fazemos aqui em São Paulo .

Talita Silveira posta todas as quintas-feiras na coluna Gastronomia e hoje fez parceria com a Elena na corrida, no texto e nas entrevistas, já que o inglês dela é bem melhor.

quinta-feira, 17 de maio de 2007

Sabor do Brasil


Quem acompanha esse blog, ou quem olhar meus últimos 3 posts, vai perceber que sou apaixonada pela cultura brasileira. E muito dessa cultura é refletida na culinária.

Incrivelmente rica variada e saborosa, tem elementos trazidos pelos colonizadores, pratos típicos dos índios, iguarias que os negros inventaram, trouxeram, adaptaram, e muito mais. Sentar em uma mesa típica, aqui, e fora daqui, pode se tornar como uma deliciosa aula de história.

Fora a característica cultural, o Brasil ainda oferece sabores únicos com ingredientes nossos, e só nossos, e misturas que vêm encantando pessoas do mundo inteiro. A fim de incentivar e divulgar ainda mais nossa gastronomia a Abrasel, o Sebrae e o Ministério do Turismo uniram esforços e criaram o Movimento Brasil Sabor, que deu origem ao maior festival gastronômico do planeta.

Em sua segunda edição, que começa hoje e vai até 20/05, participam aproximadamente 1.500 restaurantes em 26 estados, no total de 150 cidades envolvidas em “uma grande ação de promoção e valorização da gastronomia brasileira”.

O desafio dos chefs é criar novos pratos ou reinventar os já tradicionais, brincando com ingredientes típicos de suas regiões e influências recebidas de outros povos. Como a mistura de receita italiana com alimentos nordestinos na Lasanha Sertaneja (http://jornalhoje.globo.com/JHoje/0,19125,VJS0-3076-20070517-281764,00.htmlhref=")

Vale a pena conferir um incentivo a uma de nossas maiores riquezas: a gastronomia. É uma ótima oportunidade para conhecer ainda mais os gostinhos do nosso país.

Informações sobre o movimento, o festival, como participar, como degustar, receitas, fotos e muito mais se encontram no site: http://www.brasilsabor.com.br/

* Foto prato Campanário (carne de sol e moranga em cubos na manteiga, arroz branco , feijão tropeiro, decorado com quiabo) do restaurante Consulado Mineiro em São Paulo-SP-Praça Benedito Calixto, 74- Pinheiros

Talita Silveira posta todas as quintas-feiras na coluna Gastronomia e tinha prometido pra si mesma postar algo diferente essa semana, mas não conseguiu fugir da brasilidade que tanto a persegue.

sexta-feira, 11 de maio de 2007

O que fizemos com a simplicidade?

Hoje almocei salada, arroz e carne com batatas. Simples, nem feijão tinha. Mas o sabor... Huuuum... Estava maravilhoso!!! (comida de Vó é outra história).

Enquanto comia pensei no post que tinha para escrever. Ia falar sobre o Papa (assunto que ninguém mais aguenta, nem os Católicos), sobre o que serviríamos a ele em sua estada no Brasil. Já havia feito a pesquisa, “pratos de base italiana, com toques brasileiros e acompanhamentos de primeira. Tudo cedido como cortesia pelo fino ‘Empório Santa Maria ‘e pela importadora de vinhos Expand”. Que chic!!!

Sim queremos dar o melhor ao Papa, como autoridade que ele representa independente de religião. Sim, queremos agradá-lo servindo os pratos que ele gosta. Sim, ele é um senhor de idade e não pode abusar. Mas quem não iria gostar de um simples, arroz, feijão e picadinho de carne com batatas? Ou um bom bife?E que mal isso faz à saúde?

Mas quem sou eu pra discutir com as nutricionistas? Só quero dar minha opinião. Elas até pensaram em misturar ingredientes brasileiros, mandioquinha, abóbora, molho de açaí... Já imagino a mistura nos nomes das criações. Não pode ser simplesmente “picadinho de carne”, geralmente vêm acompanhados de francês ou italiano. Pelo Empório que doou os ingredientes, da pra perceber que é tudo do melhor. Que seja! Mas para isso não é necessário criações, basta mostrar o que comemos no nosso dia a dia, uns com ingredientes finos do “Santa Maria”, outros com elementos comprados na vendinha da esquina. Mas é nosso!!!

Olha a brasilidade de novo!!! Calma, não sou contra as outras culturas, pelo
contrário, sou uma apaixonada por cultura em geral, pela nossa e pela dos outros, todas valem a pena, mas...De que adianta? De que adianta tudo isso, se perdemos gostinhos como o da comida da mãe (ou da vovó), aquele que não se pode comprar em restaurantes?

Devíamos dar ao Papa um pouco da nossa simplicidade, mostrar o que come (ou gostaria de comer) quem o serve ali no mosteiro de São Bento, e quem financia sua alimentação. A mesma comidinha da mamãe.

Pra quem quer saber realmente sobre o cardápio do Papa: http://www.guiadasemana.com.br/noticias.asp?/GASTRONOMIA/SAO_PAULO/&a=1&ID=2&cd_news=26257&cd_city=1

Obs: A dica da semana é: valorizem a comida da mamãe o ano inteiro. Porque no dia das mães ela é quem merece, mais que o Papa, uma comida diferente, de preferência que não seja ela que tenha feito. Um bom restaurante é a sujestão pra filhos que não encaram a cozinha. Faça reservas.

Talita Silveira posta todas as quintas-feiras na coluna Gastronomia e hoje, sexta-feira, graças à visita do Papa, pôde saborear a simplicidade da gastronomia brasileira.

quinta-feira, 3 de maio de 2007

Orgulho de ser brasileiro!!!


Ainda estou no clima de brasilidade da semana passada, por isso resolvi falar de mais uma delícia de nossa Pátria Amada, o Açaí.

Dessa vez garanto, é algo que eu conheço, já provei e aprovei!!!

A pequena fruta arredondada, de cor predominantemente roxa, quase preta é nativa da Amazônia brasileira, sendo encontrada também nos estados do Amapá, Maranhão, Mato Grosso, Tocantins; e em países da América do Sul (Venezuela, Colômbia, Equador, Suriname e Guiana) e da América Central (Panamá). Mas na região do estuário do rio Amazonas é onde existem mais de suas palmeiras, e é no Pará que mais se consomem e divulgam.

O alimento é antigo na cultura nacional (como vimos na “historinha” que a Rô postou), os índios já desfrutavam desse sabor e de suas propriedades nutricionais muito antes de Cabral encontrar o Brasil ou os EUA “descobrirem” nossa floresta. Desde então, é alimento básico das populações ribeirinhas e no norte e nordeste do país. Onde é habitualmente consumido com farinha de mandioca, associado ao peixe, camarão ou carne, ou como suco, apenas suco.

Hoje, ganha mercado nas demais regiões do país. Sendo vendido em forma de sorvetes, licores, doces, néctares e geléias, vitaminas (poderosas) além, é claro, do famoso açaí na tigela, mistura de sua polpa congelada batida no liquidificador com xarope de guaraná (outro orgulho nacional), que vira um creme servido com banana e granola, podendo ser adoçada com mel ou açúcar mascavo.

A recente popularização do açaí no Brasil se deve principalmente à “Cultura da saúde” cultivada nas academias de Jiu-jitsu e ginástica, em função de suas qualidades nutritivas. Quem diria que uma frutinha tão pequena carregava tanta saúde! Pois carrega, é rico em lipídios, vitamina E e B1, possui alta concentração de fibras, elementos antioxidantes que favorecem a circulação sanguínea, e ferro,muito ferro, fazendo com que seja indicado em tratamentos de anemias e fortalecimento muscular. Além de tudo isso ainda tem um sabor delicioso e refrescante.

Com tanta coisa boa, é claro que despertou os interesses de pesquisadores de todo o mundo, e não só os interesses, em 2003 uma empresa japonesa patenteou a fruta. Como assim? Ela passou a ser deles? Não pode!!! Mas dessa vez não deixamos barato, o açaí é, de novo, brasileiro (parece piada), por história, cultura e direito. Podem tentar roubar, mas não adianta, o Açaí é nosso e ninguém tasca!!!

Por falar em cultura, vale ressaltar que o modo como degustamos no sudeste é diferente da dos índios, ou dos ribeirinhos nortistas (mas não perde a graça e o sabor tropical brasileiro), porém talvez devêssemos experimentar da maneira como comem lá, aprender mais sobre a cultura deles da mesma forma que transmitimos a nossa, sinto que antes de tudo o Brasil precisa conhecer a si próprio para então exportar e ser forte lá fora, e aí exibir a cachaça, o açaí, o guaraná, e tantas outras riquezas de nossa gastronomia.

Experimente antes que acabe, pois as queimadas e explorações não dão trégua!!!

Mas cuidado, quem já experimentou diz que a segunda tigela "vicia".

Obs: Foto de um dos pratos da instalação Sabores e Linguas de Antoní Miralda na 27ª Bienal de SP. A instalação é de Miralda, mas o artista do prato fotografado é desconhecido.

Talita Silveira posta todas as quintas-feiras na coluna Gastronomia e ama o Brasil e sua cultura exageradamente, ainda mais depois do trabalho de História......

quinta-feira, 26 de abril de 2007

Brasileirinha (du chorim ao torresmim)


Especial Semana da Cachaça

A cachaça, iguaria que mereceu uma semana especial, foi por muito tempo marginalizada, desvalorizada. Sabe por quem? Por nós, os brasileiros, os donos dela. Sim, temos a mania de exaltar o do exterior, e a pinga, não só é daqui, como era a bebida da senzala, depois dos pobres e dos bêbados, por que mereceria destaque? Santa ignorância!!

Na semana de 1922 tentaram resgatá-la (e não tiveram muito êxito) depois alguns artistas com a “cultura de botequim”, a vida boêmia, conseguiram levantar um pouco sua moral, mas o preconceito continuou. Pois saiba, isso está mudando.

Mas isso é assunto que a Elena vai falar no sábado (não perca!). Eu deveria falar sobre as marcas, as boas marcas, como filha de mineiro, falar dos famosos alambiques de lá, ou de como aprecia-la, mas não domino o assunto, nunca nem experimentei cachaça pura (igual a Rosangela). Por isso escolhi dissertar sobre coisas que conheço bem, e que sem elas, talvez a nossa aguardente não fosse a mesma, seus acompanhamentos.

O bom apreciador de cachaça sabe que por mais que ela tenha graça sozinha, acompanhada é muito melhor. Nada como degustar quitutes como torresmo, batata ou mandioca fritas, iscas de carne, frango ou lingüiça, amendoim torrado, ovo de codorna, escondidinho, e até um “quejim” mineiro bem temperadim. Esses são alguns dos elementos de uma lista enorme que compõe as famosas “comidas de boteco” (qualquer dia posto falando mais sobre elas)

Com influências das culinárias de diversas regiões do país, brasileiros de canto a canto se reúnem em volta de uma mesa para um “ritual” brasileiríssimo de degustação, tanto da bebida, e suas diversas misturas, como dos pratos que são servidos juntos.

Imagine um bar aconchegante, tocando chorinho ao fundo e um cardápio de dar inveja, com as delícias típicas desde entradas a sobremesas. Uma overdose de cultura nacional, um desfrute nosso que estrangeiros pedem cada vez mais. Não só pela bebida, mas pela combinação que só nós sabemos fazer (como misturar com limão,tive informações que até na Áustria nossa Caipirinha faz sucesso).

Sim, quem vos escreve é a mesma que elogiou os hambúrgueres americanos e os chocolates belgas, eles merecem, mas nossas comidas de bar, nossa feijoada, feijão tropeiro, bife a cavala, arroz carreteiro, queijo e goiabada, tapioca, não deixam nada a desejar, pelo contrário.

Assim como estamos recuperando o valor da cachaça como bebida do Brasil, recuperemos também seus acompanhamentos...Numa mistura deliciosa e brasileiríssima de bebida, comida e música que só nós sabemos fazer. E viva o Brasil!!!

Talita Silveira posta todas as quintas-feiras na coluna Gastronomia

quinta-feira, 19 de abril de 2007

Brigadeiro Epifânico





Desde que começamos o blog, tenho falado sobre restaurantes, dado dicas ou feito comentários sobre marcas (detalhe, só postei 3 vezes). Cansei de só fazer propagandas, mesmo que os lugares mereçam, gastronomia vai além disso.

Hoje fiz brigadeiro de limão. O que é isso? Bom, só comendo pra saber, tem gosto de...Brigadeiro de Limão, e cor de...Brigadeiro de limão, e cremosidade...Adivinhem...de brigadeiro de limão. Acredite, é bom, muito bom!

Brincadeiras a parte, na minha concepção a iguaria vai muito além do sabor, da cor e da cremosidade. Remete a lembranças passadas, pessoas queridas, tem gosto de festa, gosto de saudade, uma saudade gostosa.

Mas por que estou escrevendo sobre isso? Bom, prometi pras meninas (as que também postam no blog) que ia fazer o famoso doce pra elas experimentaram e quando estava a prepara-lo fui acometida por uma súbita epifania. Depois dela o fato de o quitute ser um de meus preferidos fez muito mais sentido, o sabor não agrada só por ser sabor. Agora, fará mais sentido ainda, vamos fazer nossa festa (eu e as meninas), e o brigadeiro epifânico carregará consigo mais uma lembrança, assim como tantos pratos carregam. Muito mais que meras calorias.

Essa é minha dica da semana, se não for o brigadeiro, que seja outro prato, o mais legal é o pretexto pra se encontrar, sentar em uma roda e rir muito.

Ah!Me perguntaram se o blog era de receitas. A princípio não, mas como hoje não tenho um restaurante ou doçaria pra indicar, aí vai.

Brigadeiro de Limão

2 latas de leite condensado
1colher de sopa de margarinha
1 pacote de gelatina de limão
gotas de baunilha

Modo de preparo:
Coloque o leite condensado a margarina e a baunilha na panela, leve ao fogo e mexa bem por mais ou menos 8 minutos. Retire, acrescente a gelatina e misture bem, volte ao fogo por mais uns 3 minutos, até dar o ponto (cada um tem um truque), retire e deixe esfriar pra enrolar e passar no açúcar, ou coma de colher.


Talita Silveira posta todas as quintas-feiras na coluna Gastronomia, e prometeu brigadeiros de limão para todas nós do blog..oba!!!!

quinta-feira, 12 de abril de 2007

Do seu jeito


Já faz algum tempo que se multiplicaram nas praças de alimentação dos shoppings um tipo de fast food em que o cliente é o chef, é quem escolhe os ingredientes que vão compor o prato.

Desde 1999 no mercado, a casa de massas Spoleto é uma das pioneiras nesse ramo. Eles oferecem opções para todos os bolsos e estômagos.

Há uma lista enorme com ingredientes de todos os tipos, o cliente escolhe se quer massa (de todos os tipos), risoto ou salada e acrescenta um número específico de ingredientes dependendo do pacote que comprou.

Por exemplo, ele escolhe uma lasanha e acrescenta mais 8 ingredientes a ela mais uma concha do molho que escolher.Há pratos de todos os tamanhos, o Bambini, que só leva 4 ingredientes e uma concha de molho, e o Prato da Mamma, com 2 conchas de molho mais 10 ingredientes, além do tamanho padrão.

Para as crianças oferecem o kit com brinquedo e para os adultos todo dia 29 fazem o ritual do gnocchi (nhoc), a famosa simpatia de colocar uma nota de um Dólar sob o prato e fazer pedidos, quando o cliente leva junto com o prato e a bebida uma nota da moeda americana (claro com preço incluído). Às sobremesas inclui um saboroso Ravióli de chocolate.

Da mesma forma a Subway, franquia americana que se espalha cada vez mais por todo o país, permite que o cliente monte o próprio sanduíche, escolhendo desde o pão até o molho a ser colocado. Os tamanhos são variados, mas he um limite de cada tipo de ingrediente a ser colocado no pão, para aumenta-lo, é claro, é preciso pagar mais.Mesmo assim vale a pena experimentar, além de ter a sua cara ainda é mais saudável que os hambúrgueres, carros chefes dos fast foods.

Muitas outras lojas brasileiras oferecem a opção de criação ao cliente. O mais legal é que é do seu jeito, não é preciso pedir o “Especial para você”. Além disso, pode ser um treino para ousar na mistura de ingredientes e encarar a cozinha de casa de vez em quando.

Bom apetite!!!

sites:
http://www.spoleto.com.br
http://world.subway.com/Countries/frmMainPage.aspx?CC=BRA

Talita Silveira posta todas as quintas-feiras na coluna Gastronomia

quinta-feira, 5 de abril de 2007

A preço de ouro

Especial Semana do Chocolate

Quem é fanático por chocolates sabe que são finas iguarias, que precisam de trato e ingredientes especiais. Para isso a marca e o valor agregado são fundamentais. Ao notar os cinco quesitos básicos de análise do chocolate entendemos porque. São eles:

-Aparência: a cor deve ser uniforme, com superfície homogênea, sem pontos pretos ou brancas. Essas imperfeições indicam que não está no ponto certo.
-Aroma: não pode ser excessivamente doce, tem que ser leve.
-Tato: o bom chocolate derrete em contato com as mãos.
-Sabor: o cacau deve destacar em relação aos outros ingredientes; o gosto fica na boca por um longo tempo, alguns até meia hora depois.
-Percepção: o bom chocolate derrete na boca e não é arenoso. Ele não forma uma película de gordura na língua, o que acontece com marcas de pior qualidade. Na hora de partir nem estilhaça (sinal que está muito seco), nem é duro demais (sinal que é gorduroso), pelo contrário, é fácil de manusear e quebrar.

São poucas as marcas que desenvolveram técnicas para atingir com perfeição todos esses níveis, e muitas, para abaixar os preços, misturam ingredientes mais baratos que fazem com que o produto perca a qualidade. Por isso, paga-se muito caro para degustar os melhores chocolates do mundo, que vêm de países como Bélgica, França e Suíça.

O chocolate belga lidera o ranking mundial. Com sabor e textura suaves, são feitos com grãos de cacau especiais e avançada tecnologia. Suas marcas mais famosas são Neuhaus e Godiva, Callebaut, Cacao Barry e Pierre Marcolinni. Em segundo lugar vem o famoso chocolate suíço. Suas marcas mais antigas são Kohler, Lindt, Nestlé e Suchard. A Lindt é conhecida no mundo inteiro e seus chocolates já são encontrados em gôndolas de supermercados brasileiros. Na França as grifes mais antigas são Fauchon, La Maison du Chocolat e Menier, e destacam-se pelos sabores originais.

No Brasil é como se estivéssemos na infância da produção de chocolate.Na maioria das vezes o chocolates utilizados nas refinadas doçarias brasileiras são os belgas, suíços, ou a mistura do nacional com eles buscando aperfeiçoar o sabor. Entretanto muitos especialistas trazem do exterior técnicas avançadas de produção. Os chocolatiers são mestres na arte de fazer chocolate, desde o processo de temperagem até a decoração e a cada ano se qualificam mais.

A Kopenhagen, marca que tem franquias pelo país inteiro é um exemplo de sofisticação e bom gosto desde o sabor até a apresentação do produto. No ramo das indústrias do chocolate brasileiro é a melhor. Fora ela temos as chocolaterias artesanais como a Chocolat du Jour e a Saint Phylippe. Essa ultima vai além da inovação em formatos e temas, acrescentando folhas de ouro comestível, ou recheios de pedras preciosas (ou simulções delas feitas em chocolate).

Delícias assim podem custar fortunas, sejam importadas ou não, e transformam os chocolates em alta gastronomia, em arte.

Se no início a iguaria era exclusiva da realeza, hoje as coisas não são muito diferentes. Só muda que a plebe pode degustar parte desse sabor, e se delicia com ele sem imaginar que fica com os restos, pequenos pedaços do precioso “néctar dos deuses”. Enquanto isso, eles se regalam com os finos, bonitos e deliciosos chocolates. Mais uma vez, é a elite que tem maior acesso para defrutar da arte.

Talita Silveira posta todas as quintas-feiras na coluna Gastronomia e está louca pra se deleitar com um delicioso chocolate belga.

sexta-feira, 30 de março de 2007

Delícia Global


Que é calórico todo mundo sabe. Que poderia ser trocado por alimentos mais saudáveis sabemos também.Mas quem resiste a um belo, grande e suculento HAMBURGUER?

É uma paixão que roda o mundo, tanto que representa muito bem a globalização, não só por ser parte da cultura estadunidense, mas por sua origem. Segundo especulações, povos orientais (cada história fala de um) teriam levado para a Alemanha a carne moída, os alemães a cozinharam e anos depois levaram para os EUA, lá tiveram a brilhante idéia de grelhar e colocar no pão, assim eles se tornaram os “donos” da iguaria.

Muitas lanchonetes se especializaram na arte de fazer hambúrguer. Lanchonetes onde não se vai só para comer rápido, mas a fim de degustar o quitute de forma descontraída e entre amigos. Com atmosfera agradável, atendimento diferenciado e cardápios variados, a fim de agradar a todos os gostos.

A maioria delas baseia a decoração no movimento pop dos anos 50 e 60, dando um ar descontraído e gostoso ao lugar. O estilo encanta! No Joe & Leo’s, hamburgueria originalmente carioca que hoje tem filiais em São Paulo, Campinas e Porto Alegre, a decoração é baseada em esportes americanos, contando com peças antigas (anos 30, 40 e 50) que dão um ar retrô e aconchegante ao recinto.A lanchonete conta ainda com som ambiente, tocando músicas consagradas de época, o que gerou três CDs com os hits mais pedidos pelos clientes, em um clima assim o hambúrguer que já é bom fica ainda melhor.

E como hoje é sexta feira tenho q falar do T.G.I Friday’s, restaurante americano com filiais em Belo Horizonte, Brasília, Campinas, Rio de Janeiro e São Paulo. O nome, Thank God It’s Friday, diz tudo, Graças a Deus é Sexta-feira. Com essa designação não preciso nem dizer do objetivo principal do lugar, a diversão. Em um ambiente de pura descontração onde garçons usam chapéus e óculos coloridos, fazem coreografias e não usam as formalidades dos restaurantes tradicionais, é possível saborear pratos da culinária mexicana e americana. Em meio a tanta inovação nos deparamos com as memoriabilías, as mobílias, objetos, que enfeitam o lugar e remetam a várias décadas da história dos EUA.

Em lugares como esses, fazemos uma viagem no tempo, ouvindo músicas, em contato com objetos de épocas passadas, com a história norteamericana. Se hoje temos muito dos EUA em nossa cultura, precisamos entendê-la. Pois, se vibramos ao conhecer outros costumes, porque não o que está tão presente a ponto de às vezes nem percebemos suas influências? Ou porque não conhecer para podermos filtrá-lo melhor?

Uma bela desculpa pra dar uma “escapadinha” na dieta balanceada, e desfrutar de um saboroso hambúrguer.Atacar!!!

Dicas:
- Começou hoje a sexta edição do Festival de Burguer América. Maiores informações:
http://www.americaburger.com.br/

- Especialistas em Hambúrgueres: http://www.joakins.com.br/site/hamburguer/ , http://www.eddieburger.com.br/ , http://www.joeleos.com.br/ , http://www.tgifridays.com.br/ , http://www.rockets.com.br/ , http://www.memphisburger.com.br/, http://www.thefifties.com.br/fla/index.htm

Talita Silveira posta todas as quintas-feiras na coluna Gastronomia, mas por "problemas técnicos" está postando eventualmente hoje.